Confissão dos pecados
Irmãos, nestas linhas, algumas passagens bíblicas e algumas dicas para que possamos fazer uma boa confissão.
1 º Padre – É preciso termos a certeza em nosso coração que é o próprio Deus é quem da autoridade ao padre para nos dar o perdão de nossos pecados. Na tarde do domingo da Ressurreição, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência, ao dizer a seus discípulos: “Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem lhes perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (João 20,22-23). Instituiu este sacramento como um juízo, mas juízo de misericórdia, para que os Apóstolos e seus legítimos sucessores pudessem perdoar os pecados. Muitos dizem que o padre é um homem como qualquer outro, isto é verdade, mas ele, o padre tem uma autoridade confiada por Deus e que deve ser respeitada por nós.
Para exemplificar, basta pensarmos em um policial. Ele é um homem como qualquer outro, mas quando esta fardado, temos que respeita-lo, pois ele tem autoridade para nos prender ou soltar.
2 º Somos pecadores – Algumas pessoas, vivem no mundo do achismo. Exemplo: eu acho que xingar não é pecado. É preciso saber que na maioria das vezes nós achamos vai em confronto com a palavra de Deus, e isto é pecado, além disso, a palavra nos diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” (1 João 1:8).
3º Necessidade de confessarmos – As vezes achamos que não precisamos nos confessar, talvez porque pensamos que pecamos só um pouquinho, ou que nosso pecado nem precisa de ser confessado porque é tão pequeno. Costumamos dizer que quem guarda pecado, guarda segredos com o inimigo.
(1 João 1:8-9) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
PROVÉRBIOS, 28:13 - “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”
TIAGO, 5:16 - “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.”
HEBREUS, 8:12- “Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais
Como Confessar: -
1. Confessa os seus pecados com sinceridade, se lembrando que você está contando-os não à uma pessoa, mas ao próprio Deus
2. Conta detalhadamente todos os seus pecados. Há muitas pessoas, que ao confessar dizem só: “Pequei, pequei contra tudo, por atos, palavras e pensamentos
3. Na sua confissão, não fale sobre outras pessoas, como o faz muita gente: muitas vezes, na confissão os pais reclamam dos filhos, a sogra - da nora, o marido culpa a mulher de infidelidade.
4. Não tente se justificar de alguma forma como, por exemplo, pela doença ou pelo costume, etc.
5. Devemos confessar com humildade e tristeza no coração os nossos pecados, com os quais insultamos Deus.
6 - Finalmente, confessa os pecados com a fé em Jesus Cristo e com a esperança na misericórdia Dele. Pois, só tendo fé em Jesus Cristo e tendo esperança Nele, podemos receber o perdão dos nossos pecados e sem fé, nunca receberemos o perdão. Como exemplo, temos o Judas traidor: ele se arrependeu do que fez e não só perante uma pessoa, mas perante todos: “pequei, entregando o sangue inocente!” e até devolveu as moedas de prata. Mas, como ele não acreditou em Jesus Cristo, não procurou a misericórdia Dele e se desesperou, então não recebeu o perdão e morreu horrìvelmente (Mateus 27:3-6). Assim, na penitencia, é imprescindível ao homem pecador ter fé e esperança.
E temos que saber que o ato de pedir perdão faz bem sempre a nós mesmos, porque a falta de perdão gera raízes de amargura, de rancor, de angústia, que fazem mau à nossa alma e ao nosso coração; além de termos que estar conscientes de que temos que perdoar e ser perdoados sempre pra viver em paz com Deus, conosco mesmos e com nossos irmãos.
Os efeitos deste sacramento são realmente maravilhosos:
* a reconciliação com Deus, perdoando o pecado para recuperar a graça santificante;
* a reconciliação com a Igreja;
* a remissão da pena eterna contraída pelos pecados mortais e das penas temporais -ao menos em parte - segundo as disposições;
* a paz e a serenidade de consciência, com um profundo consolo do espírito;
* os auxílios espirituais para o combate cristão, evitando as recaídas no pecado
escrito por Luis Renato